Era pra ser o teu dia.
Costumava ser o teu dia.
Nunca se sabe, mas quero que saibas:
alguém te ama.
- Alguém que ainda te ama.
ERRO 404
.
Sábado, 3 de Março de 2012
Sexta-feira, 2 de Março de 2012
O SEGUNDO
Eu me ausentei tanto há, mas espero que tu me perdoes,
Bem que não mereço, agarrarei a chance que me does
Esse novo começo, prometo valê-lo:
Lograrei provar e vais vê-lo.
Agora eu estou bem, juro
Como já melhorei, juro.
Sabes, em tempos atrás, perseguiam gente até:
Oprimiam, prendiam, atavam-lhe o pé,
Com menores ofensas que as que te infligi.
Repetidamente, contudo, me perdoaste.
Ainda que punido, jamais saldarei o que adquiri:
Muitas dívidas que fiz e nada há que baste.
E agora eu morro para pagar,
Uma vez e outra mais.
Traz, pois os grilhões, ata-me os pés a âncora férrea;
Entrega-me ao mar, e vê se não vou erguer-me à terra. Por ti.
Acho que estive tão mal que saboreei tanta coisa ruim,
Muita da qual me sabia prender, sabia destruir tudo de mim,
Outras que me levaram aonde não devi ir.
Tanto que desperdicei o sinete da beleza,
Um anjo de graça sem fim.
Agora eu aprendi, juro.
Mas já melhorei, juro.
Antes não soube que sim,
Mas agora sei que é assim.
Eu descobri que é assim.
Bem que não mereço, agarrarei a chance que me does
Esse novo começo, prometo valê-lo:
Lograrei provar e vais vê-lo.
Agora eu estou bem, juro
Como já melhorei, juro.
Sabes, em tempos atrás, perseguiam gente até:
Oprimiam, prendiam, atavam-lhe o pé,
Com menores ofensas que as que te infligi.
Repetidamente, contudo, me perdoaste.
Ainda que punido, jamais saldarei o que adquiri:
Muitas dívidas que fiz e nada há que baste.
E agora eu morro para pagar,
Uma vez e outra mais.
Traz, pois os grilhões, ata-me os pés a âncora férrea;
Entrega-me ao mar, e vê se não vou erguer-me à terra. Por ti.
Acho que estive tão mal que saboreei tanta coisa ruim,
Muita da qual me sabia prender, sabia destruir tudo de mim,
Outras que me levaram aonde não devi ir.
Tanto que desperdicei o sinete da beleza,
Um anjo de graça sem fim.
Agora eu aprendi, juro.
Mas já melhorei, juro.
Antes não soube que sim,
Mas agora sei que é assim.
Eu descobri que é assim.
Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012
TU E EU
Tu e eu, pra nós nunca foi fácil mesmo. Tínhamos que lapidar sempre mais. E a cada vez parecia estar feito, pra após desmoronar. E agora, uma noite a mais, eu penso nos meus tantos erros, e tento então mudar, perdoar todos pequenos mal-feitos e as coisas más de ti. E imagino se ainda pensarás em mim, e como o farás. Se a tentar achar o nosso ponto médio ou o ponto de fuga. Mas o amor é o que se faz dele e, disposto uma vez mais a tentar, inquieto-me porque não estás e nem quero dizer adeus. Tu e eu, pra nós nunca foi fácil mesmo. Ferimo-nos tanto já. Só o tempo dirá o que virá a ser, não há como prever. Mas eu queria tentar a sorte.
Sábado, 25 de Fevereiro de 2012
Sexta-feira, 24 de Fevereiro de 2012
PAZ
Num longo dia, tal qual este que acabo, tão atordoado, pouco dado a afeição, afeito a feitos sem razão, um sorriso salvou-me a alegria. E, com esse afeto no meu dia, apesar de todas as vicissitudes, solitudes tão populosas, glosas novas tão antigas, vou dormir feliz. Em paz. Paz pra mim. Paz pra Marte. Amém.
Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2012
Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2012
JOÃO DISSE
João disse "vai". João disse "vem".
João já se foi e eu também.
João disse "corre". João disse "anda".
Quanto mais corro, mais me cansa.
João disse "ama". João disse "vou".
Eu já o amei, nada mudou.
João disse "não". João disse "é".
Perdi a chance, a força e a fé.
João disse "amor". João disse "tem".
João não me deu, e eu fiquei sem.
João disse "vai". João disse "vem".
João não é meu, nem de ninguém.
João já se foi e eu também.
João disse "corre". João disse "anda".
Quanto mais corro, mais me cansa.
João disse "ama". João disse "vou".
Eu já o amei, nada mudou.
João disse "não". João disse "é".
Perdi a chance, a força e a fé.
João disse "amor". João disse "tem".
João não me deu, e eu fiquei sem.
João disse "vai". João disse "vem".
João não é meu, nem de ninguém.
Sábado, 28 de Janeiro de 2012
Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012
LEMBRA DE MIM
Triste e frio breu,
ermo de mundo meu.
Ondas a espumar
vêm meus pés tocar.
Perdidos rincões:
procuro-me em canções,
melodias que escrevi
de letras que esqueci...
Lembra de mim,
meu ega cobre-se de ai.
Se alguém me vir,
ver o que vês não vai.
Preciso-te cá,
a neve cobriu o verão.
Que o tempo é voraz
e eu não muito são.
E minha asa e coração
já em vão a se romper.
Assim eu vou
e mais estou
a esperança a verter.
Quão veloz se vai,
no nebuloso céu,
lágrimas demais
por luz que já não é.
Eu temo temer
e sangro-me de mim
por gotas a cair
que o vento vai colher.
Lembra de mim,
que Zéfiro me corta,
quando a sorrir
o ocaso não se importa.
O medo é meu lar,
coragem dissolveu-se.
Restava um mar,
se não se despedisse.
E eu começo a naufragar;
junto a mim tu não estás.
E tenho frio
e tenho brio:
meus rogos vão te achar?
ermo de mundo meu.
Ondas a espumar
vêm meus pés tocar.
Perdidos rincões:
procuro-me em canções,
melodias que escrevi
de letras que esqueci...
Lembra de mim,
meu ega cobre-se de ai.
Se alguém me vir,
ver o que vês não vai.
Preciso-te cá,
a neve cobriu o verão.
Que o tempo é voraz
e eu não muito são.
E minha asa e coração
já em vão a se romper.
Assim eu vou
e mais estou
a esperança a verter.
Quão veloz se vai,
no nebuloso céu,
lágrimas demais
por luz que já não é.
Eu temo temer
e sangro-me de mim
por gotas a cair
que o vento vai colher.
Lembra de mim,
que Zéfiro me corta,
quando a sorrir
o ocaso não se importa.
O medo é meu lar,
coragem dissolveu-se.
Restava um mar,
se não se despedisse.
E eu começo a naufragar;
junto a mim tu não estás.
E tenho frio
e tenho brio:
meus rogos vão te achar?
Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012
Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012
NÓS E ATAS
A chuva cai e lava tudo. Apaga dos meus ossos toda carne que me é espúria, todo cheiro que me é externo. Cai a chuva e tudo cai. E resvalo sobre a água, suja tudo suja água que a ti não importa. Refresca-te. Essa minha água suja, essa chuva, a que serve? De que serve ficar longe em silêncio a olhar a nossa paixão que morre num canto e não sai de nós. Não sabe mais a nós. E em nós atado sob a chuva tudo cala, e sinto dentro em mim estranha paz. A chuva cai e essa paz é só água suja em cinza escura, fumegando o frio do vácuo da ausência dum abraço que não quero que me falte, mas me falta. Tua falta. E à falta tua, a que serve punir-me? De que serve ficar longe em silêncio a olhar a nossa paixão que morre num canto e não sai de mim. Não sabe de mim. E de que serve esperar, se chove e não sentes dor como esta minha carne que morre, que perde a cor, que perde o teu cheiro, lavado na chuva. Mas que sentido há em chorar, eu que nem sei da minha carne, tão suja, tão suja da chuva que cai. E caio de novo. Sim, mas não me proíbes mais nada. Nunca mais nada. Antes, volta à tua lama, ao charco. Mas volta... E diz-me de que me serve a nossa paixão que não morre, não morre, só muda de cores e cheiros, e dores maiores. E por que eu fico a esperar-te? Se chove e não sentes mais nada dessa minha carne, que é branca que se recusa à cor. A minha carne está em branco pro teu conto, escreve tu o fim. Eu já acabei. Não quero mais estar à beira da nossa vida, a olhar em paz como ela finda em nuvens que passam e descarregam chuva como pedras. E a cada passo a sós esquecemos nós os nossos. Nossos ossos já sem carne à beira da estrada que trilhamos juntos, lançando sobre a pedra uma semente que os pássaros comeram, a matar-nos toda noite após a raiva, em gotas de chuva quente sobre areia estéril. Amor, meu amor, essa paixão passada, como fome para um leão depois de devorada a sua presa e abandonados os ossos aos pássaros comerem, não te lembras, mas éramos nós. Atados, pelos braços, sob a chuva, enquanto todos corriam atrás de abrigo. E o que fora chama, hoje é cinza, é só cinza, como um dia de chuva cujo trovão é só um tênue batimento cardíaco e cujo raio sem barulho ilumina tudo em branco, como a minha carne pro teu conto. Escreve tu o fim. Eu já acabei.
Domingo, 22 de Janeiro de 2012
COMO SE FAZ
E desde já somos postos à prova: comichão do sétimo ano que veio primeiro. Nada podia ter sido tão melhor, nada podia ser tão pior. Talvez seja para o bem de nós dois, dizem fazer bem à pele, dar-lhe um aspeto brilhoso. Mas será que vale a dor em que nos mete?
E agora, que diabos foi feito de nós? Às vezes não sei o que sei. Se eu me for, pra onde irei? E pra dizê-lo, quem tem a coragem?
Como se faz pra dizer adeus, se antes mesmo, amor meu, eis-me na tua cabeça, eis-te no meu coração? Que triste jeito de partirmos! Como se dá a tudo um fim, dessa suja rusga à qual tendemos?
Como é que eu odeio? Como é que tu machucas? Por que me calcas sob os pés? Como é que agrides, como é que desdenho? Como pudeste pra mim fechar os punhos? Como seguiremos caminhos diferentes? A quanto amor dissemos "não"?
E agora, que diabos foi feito de nós? Às vezes não sei o que sei. Se eu me for, pra onde irei? E pra dizê-lo, quem tem a coragem?
Como se faz pra dizer adeus, se antes mesmo, amor meu, eis-me na tua cabeça, eis-te no meu coração? Que triste jeito de partirmos! Como se dá a tudo um fim, dessa suja rusga à qual tendemos?
Como é que eu odeio? Como é que tu machucas? Por que me calcas sob os pés? Como é que agrides, como é que desdenho? Como pudeste pra mim fechar os punhos? Como seguiremos caminhos diferentes? A quanto amor dissemos "não"?
Sábado, 21 de Janeiro de 2012
Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2012
Fitando estrelas que outrora me adormeceram, relembro dias há muito findos e reparo que ainda não escrevi uma canção pros meus quinze anos, de fogueiras acesas em noite quente, quando o mar lembrava o céu. Ou o que é pior: revisito todas as minhas palavras perdidas e frases não escritas, cada uma das rosas pelas quais suportei espinhos. E penso que os supostos encantos de liberdade são tudo o que eu nunca esqueci.
Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2012
FILOSOFIA DE MESA
Fiquemos pois pela natureza. Nós estamos no topo; temos a filosofia superior. A que serve estar no alto, se não se vê mais longe que a ponta do nariz dos outros? Vivamos alegremente. A vida é tudo. Que o homem tenha um outro porvir, alhures, lá em cima, lá embaixo, em qualquer lado, eu não creio num til. Ah! Recomendam-me o sacrifício e a renúncia, eu devo tomar cuidado com tudo o que faço, tenho que quebrar a cabeça com o bem e o mal, com o justo e o injusto, com o fas e o nefas. Por quê? Porque terei de dar conta das minhas ações. Quando? Após a minha morte. Que belo sonho! Após a minha morte, boa sorte a quem me tentar levar a juízo. Tentem lá então apanhar um punhado de cinzas com uma mão de sombra. Digamos a verdade, nós que somos iniciados e que levantámos a saia de Ísis: não há nem bem nem mal; só há vegetação. Busquemos o real. Cavemos de fato. Vamos ao fundo, diabos! Há que farejar a verdade, foçar abaixo da terra e apanhá-la. Então ela lhe dá alegrias profusas. Então você se torna forte, e você ri. Eu tenho os pés no chão. A imortalidade do homem é uma conversa das carochas. Ah! que charmosa promessa! Agora confie-se. Que bom bilhete que tem Adão! É alma, será anjo, terá asas azuis nos omoplatas. Não é Tertuliano quem diz que os felizardos irão saltando de um astro ao outro? Que ótimo, vamos ser gafanhotos das estrelas. E depois, vamos ver Deus, tá-tá-tá-tá... Que sandices, todos esses paraísos. Deus é uma patranha monstruosa. Eu não diria isso em público, entenda. Mas sussurro entre amigos. Inter pocula. Sacrificar a Terra pelo Paraíso é soltar a presa pela sombra. Ser palerma do infinito! Não sou besta. Eu sou o nada. Chamo-me Senhor Senador Conde do Nada, muito prazer. Eu existia antes do meu nascimento? Não. Existirei após a minha morte? Não. O que sou eu? Um pouco de pó agregado num organismo. O que tenho eu a fazer nesta Terra? Eu escolho entre sofrer ou fruir. Aonde me levará o sofrimento? Ao nada. Mas terei sofrido. Aonde me levará a fruição? Ao nada. Mas terei fruído. A minha escolha está feita. Deve-se devorar ou ser devorado. Eu devoro. Melhor ser dente a ser grama. Essa é a minha cordura. Depois, de todo jeito, o coveiro lá está, o Panteão para nós outros, tudo cai no grande buraco. Fim. Finis. Liquidação total. Esse é o lugar do esquecimento. A morte é morta, acredite. Que haja alguém que tenha qualquer coisa a me dizer sobre ela, eu rio só de imaginar. Invenção de cabulice. Historinha para as crianças, Jeová para os homens. Não; o nosso amanhã é noite. Para além da tumba, não há senão nadas iguais. Essa é a verdade. Então viva, acima de tudo. Use do seu eu enquanto o tem.
Domingo, 4 de Dezembro de 2011
Quarta-feira, 30 de Novembro de 2011
QUASE VIDA
Alguns dos meus feitos mais sombrios que permanecem inconfessos findaram por tornar-se a maioria dos milagres que eu efetuei. E isso podia ser significativo à partida, se eu não me sentisse mais amaldiçoado do que abençoado, condenado a ouvir os pecados mais terríveis, quando já incapaz de os perdoar.
Eu preciso de uma experiência de quase-vida. Uma que me deixe feliz pelas almas que eu salvei, porque, das que eu perdi, todas eram minhas.
Pelas asas e pelas raízes com que fui dotado, e todos os jardins em que suei gotas de sangue agônico, devo guardar a ética e o pudor do silêncio, para poder declarar desconhecimento dos fatos, quando rogar por perdão e misericórdia, ao finalmente subir para o meu calvário.
Eu preciso de uma experiência de quase-vida. Uma que me faça aprender das batalhas que eu venci, porque, das que eu perdi, todas foram em mim.
Eu preciso de uma experiência de quase-vida. Uma que me orgulhe do pai que me abandonou, porque, aos que eu tive, eu nunca perguntei por quê.
Terça-feira, 29 de Novembro de 2011
CÉU DE SOL
Céu de sol,
que posto com a promessa de estar
logo após —
manhã de amanhã — a regressar,
tenha dó
da alma que no frio deixou pra trás.
Como se não houver
nem céu nem sol pra ver:
eterno escurecer
de estrelas sem luzir.
Duro olhar
dessa infindável lua que sai
pra acordar
todos os fantasmas que há.
Nenhum deles
vai trazer meu céu de sol pra mim.
Como se não houver
nem céu nem sol pra ver:
eterno escurecer
de estrelas sem luzir
aqui.
Um outro ano então,
uma outra estação,
talvez uma depois
melhor que a que foi.
Segunda-feira, 28 de Novembro de 2011
Domingo, 27 de Novembro de 2011
Ele arrepende-se de ter sido impaciente. Se eles tivessem ficado juntos mais tempo, talvez tivessem começado a compreender pouco a pouco as palavras que eles pronunciavam. Os seus vocabulários ter-se-iam pudicamente e lentamente aproximado como amantes bem tímidos, e a música de ambos teria começado a se fundir na música do outro. Mas agora é demasiado tarde.

Domingo, 24 de Julho de 2011
SÓ
Resplandece a lua no céu,
Traz de estrelas véu.
Sua face a noite apagou:
À estrela ofuscou.
Desvanece o seu cintilar;
À lua dá-lo-á.
Gorda esfera flutua no ar:
Toda a luz que há.
A lua já o céu deixou
E consigo levou
A noite,
a estrela,
o meu langor,
A saudade e a dor.
A lua sai, a noite cai,
Horas se vão, vigor se vai.
Sabendo que o tempo me esvai,
Eu resto, sobro e estou
Tão
Só.
Quinta-feira, 23 de Junho de 2011
EU SEI
Retire os bens de todos maus e diga ao povo que você se foi. E erga as mãos para os céus — tudo se torna tão mais claro depois! — Deixámos todo o tempo ir. Preocupo-me: ele corre tão fugaz. Mas eu me sinto a salvo aqui e pouco importa o que haja mais.
E isso eu sei,
Eu sei.
Eu sei...
O mundo é uma criança má e minha mente sempre foi assim. Os monstros parecem apagar, ao acordar dum outro sonho ruim. Quando menino, tudo vai: um doce só deixava-me feliz. Eu rio, se olho para trás — velho, banguelo, e tão seguro aqui.
E isso eu sei,
Eu sei.
Eu sei...
Sábado, 11 de Junho de 2011
GRACIOSO COM SÚBITO JÚBILO
No nosso prado, onde pastam equinos
em flores silvestres de primavera a pino,
gotejos de anis preenchem o ar de aroma.
De sob sopros de bruma recendem
vapores que ao repouso despendem;
a estação desperta matura virtude.
Regato onde deusas alvejam linho
a vir despejar néctar divino,
enche taças de ouro fino,
gracioso com súbito júbilo.
Aqui rosas fazem sombras pelas eiras,
fontes borbulham dentre macieiras,
enquanto chovem folhas tremedeiras
em profunda hibernação.
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