quarta-feira, 12 de janeiro de 2005

O AMOR DE TOM CRUISE, O AMOR DE HOLLYWOOD

Ah, o amor. Quem o desconhece? Todas as canções desde mil novecentos e cincoenta cantam acerca deste ilustre anônimo. Já era mais de que hora de ponderarmos sobre ele; tudo começa quando Cuprida (outrossim conhecida como Vênus, aquela da camisa) dá à luz Cupido e Curupira, os super-gêmeos-ativar (essa última parte eu inventei). E lá vai o tresloucado e míope frexeiro (frexado também) de asinha e bundinha de fora atirando nas bundinhas alheias setas envenenadas com pó de pirlimpimpim que, ao contrário do que Sininho de Peter Pan possa ter-lhe dito, só faz voar é a cabeça da pessoa, quando esta vem a se encontrar apaixonada: ou seja, Sininho é uma cachaceira safada.

Daí vai o iludido indivíduo, além do mais imaginando-se voar, comprar rosas, bombons, cartões e anéis para a primeira que avistou ao ser atingido pelas frexas de Cupido, semelhantemente ao pintinho que crê piamente (ou seria pio-mente?) ser a sua mãe o pimeiro semovente que avista; só que nesse caso o 'pintinho' também quer favores sexuais da sua 'genitora'. Destarte, concluímos que: quem mais lucra com a atividade de Cupido são os vendedores de flores, chocolates, papel brilhoso e ourivesarias em geral. E também que: Sininho não sabe é de nada, porque mora na Terra do Nunca e é pequena demais para ser atingida pela mira astigmata de Cupido.

O próximo passo é a vítima do seteiro imaginar-se ser Tom Cruise numa película holywoodiana. Quem dá a mínima se o dito cujo é, na verdade, a cara do Chico Bento? Ou sequer se o objeto de seu desejo é meio caolha, tem a perna manca e falta o dente da frente? O amor tem razões que bonitas lhe parecem! Como, a exemplo, o bebê aos olhos da mãe: totalmente desprovido de coordenação motora e lógica gestual-espacial, no entanto uma gracinha; banguelo e o mais das vezes careca, porém tão lindinho; gordo, de pernas curtas e cabeça sensivelmente desproporcional, mas que coisa fofinha.. e, nisso, a bendita mãe (não satisfeita com a visível ludicrosidade natural do infeliz rebento) ainda vem-lhe botar trajos dos mais exuberantemente esdúxulos, com direito a infindos babados, lacinhos, rendinhas, totós, fitinhas e chapeuzinhos de canceroso (conhece??). Coitado do miúdo. Sem sequer ter a chance, ou a consciência, para refutar tais atentados à sua integridade moral.

Mas, tornemos a fitar o nosso Tom Cruise, mais precisamente o Tom Cruise de Coquetel (com direito a rodar o drinque com passos de dança e tudo o mais), que vai ao som de Night Fever, a ensaiar todas as juras de amor eterno da discografia de Vinícius de Morais para as recitar à janela da sua musa. Ei-lo a partir à procura da sua amada, pelas ruas da cidade (onde a vistes, ó filhas de Jerusalém?), somente para encontrá-la nos braços doutro alguém, mais aprumado, mais patola e de melhor odor.

O anel tomba ao chão, os chocolates derretem, as flores murcham, o dia torna-se em gris. Mas ela nunca valeu a pena mesmo, não é? Quem ama o feio até a razão desconfia. Ele ainda vai receber o convite para o casamento dela e rasgar. Ela ainda vai descobrir o seu marido na cama com outra na lua-de-mel e, após muita terapia de casal, perdoá-lo. Sininho ainda vai ser estuprada pelos meninos perdidos (são uns perdidos, esses meninos).. mas também quem mandou ser a única mulher na ilha?

E viverão felizes para sempre. Até atacar o comichão do sétimo ano. Ah, e Billy Eliot é gay. Mas isso é outra história.

Mark Tindo escreveu e subscreveu. Zenebra é rox (dá-lhe rox).

3 comentários:

Mark Tindo disse...

não sei, tava fofando.

Claire disse...

Meu filho, mude esse texto...
rs

Gleidson Ranielle disse...

Bom ficou legal e bem criativo, só melhora as frases faz favor kkkkkkkkkkkkk