sexta-feira, 9 de junho de 2006

ESTRANHO

Estranho falar do que me vai na alma. Estranho regurgitar sentimentos ímpares e díspares, reviver momentos, ímpetos, distopias, agrupar tantas discrepâncias de melancolias fadistas com comicidades esdrúxulas pouco agudas, alternadas entre anamneses por vezes levemente prognósticas. Mais ainda manter um jornal dessas particularidades que senão a mim a ninguém interessam. Estranho esse falar de mim ao falar dos outros. Expor-me de tal forma que não me vejam e escrever para o mundo cujo nem um por cento vai ler, relembrar reinventando uma história que se recusa a parar de repetir, à procura das palavras que não soem brandas nem amargas e compactuem com o meu brio sombrio de fios e fios desconexos em busca de tomadas, estações elétricas que os sobregarreguem de saudosos calafrios, numa espreita quase ardilosa. Que tentar encontrar-me, que amosaicar de pedaços de silêncios nem tão perdidos, que rir rejuvenescedor, que alçar de mãos a Deus, que ainda não permitiu. Que bizarro é ter um blogue.

Mark Tindo acha tudo muito estranho ultimamente.

quinta-feira, 1 de junho de 2006

REMINISCÊNCIA Nº 5

Penso-te errado com demais de muito e pouco de algo que te vês clamando por um que da maior parte já se foi enquanto querias até ter um qualquer.)