quinta-feira, 7 de setembro de 2006

NOITE DE DOMINGO

Noite de domingo é de olhar pra fora (e pra dentro) das janelas, imaginar as vidas que circundam a minha, ouvir cada uma das mordidas e mastigos de biscoitos de água e sal cobertos de geleia de uva, provar do som de todas as pequenas encantadoramente falhas notas dos tons de Shirley Bassey, me contando todas as palavras que eu sei (e sempre acreditei), embora precise delas ser assegurado.

É de olhar o futuro, ver as possibilidades e acreditar. Em mim, nele, nos outros, no que há de ser e no que foi. Acreditar especialmente no que eu quero que seja.

Acredita só, não digas. Credos não se estatuem. Age de acordo e nunca (nunca) acredites no que te contam, nem acredites em mim tampouco. A verdadeira verdade é indizível.

Dizer é quebrar, desfazer o sonho, chover as nuvens, negar a Deus, que habita nessas pequenas coisas de que são feitas as noites de domingo.

Mark Tindo pode decerto ser um mau dormente, mas é a noite que o liberta. Ele realmente está num estado de espírito nova-iorquino.

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