quinta-feira, 12 de outubro de 2006

QUE POUCO SE ASSEMELHA

Eu enjoei do gosto de mentira dos teus lábios que me contam silenciosamente das línguas de outras pessoas. Perderam a graça os teus desvarios e devaneios, a falta de sentido e aquela sensação infundada de invencibilidade, porque tudo se perdeu. O meu cálice encheu.

Cheio das tuas falsas ideias, dos teus pensamentos e dessa vontade insensata de equilíbrio sobre o fio da corda bamba que treme enquanto passamos. Fartei-me de te ver esconder dos olhares e dos sinais que nos recordam daquele verão que eu não quis que acabasse mais.

Cheio dessa falta de compromisso, de tudo o que eu queria e não sinto mais, como essa vontade insensível de fugir e de ficar, de caminhar no fio da espada, desenhando trêmulo faces e mãos que ontem nunca imaginara conceber, qual esforços que não pagam o tempo que passa (como não costumava fazer) e nem a mim que não.

Como é que sabes o que se passa e como dizes o que passo e o que eu passei? Não o sabes. Não mais fales.

Beija-me agora, que é a última vez que eu deixo.

Mark Tindo escreveu isto como um esboço da fala final a ser inclusa num texto muito maior que ainda não foi concebido.

3 comentários:

Claire disse...

Já chega!
Eu acho que o texto deveria ser publicado na íntegra...rs

Beijo.

xmymindx disse...

ui o k vira...hehe escreves mto bm =)

mr m. disse...

claire: assim que ficar pronto, posso publicar.
;P

xmy: brigado!