domingo, 19 de novembro de 2006

AMOR!

Quero amor, mas não dá pra mim,
porque eu não dou mais atenção, enfim.
Alguém assim já morreu nas partes
que fazem um homem dar-se.

Quero amor que, como eu,
saiba quanto sobreviveu
da insensível cicatriz
que me mata por um triz.

Quero amor. Mas dum jeitinho a mais.
Quero amor que não me dê demais,
que não tire de mim,
que não peça demais;
quero um amor que só me diga sim,
e dum jeito vulgar
como o amor.

E podem vir, que eu já vi,
esses amores limpos e azuis.
Mas o que eu quero é o tipo vão.
Romance não.
Não me seduz.

Quero amor dum jeito que me apraz.
Quero amor que não me diz, que faz;
que signifique pouco
e não olhe pra trás.
Eu quero só um amor de louco,
porque eu quero amor
sem amor.

Mark Tindo!

2 comentários:

Claire disse...

Amor sem amor.
Na verdade todo tipo de amor satisfaz, seja de forma vã ou cmpletamente arrebatadora e cheia de sentimento.
Cada um é feliz da sua forma.
Toda forma de amor...


Beijinho.

as velas ardem ate ao fim disse...

Simplesmente genial!

Não gostei ...Adorei!

Encontei aqui aquilo que para mim é a minha definição de amor:"Quero amor que não me dê demais,
que não tire de mim,
que não peça demais;"

bjinhos e boa semana