domingo, 12 de novembro de 2006

FINAL ALTERNATIVO Nº 4

E, após muito esforço, Jerônimo finalmente abriu a rolha e desenrolou o papel. Para a sua surpersa, estava em branco. Neste momento, ele olhou para a sua amada, talvez para compartilhar da sua absoluta estupefação diante do fato. Filadélfia, porém, estava impávida.

Ele gaguejou qualquer coisa que nenhum dos dois compreendeu, ao que ela respondeu:

"Precisamos conversar".

Jerônimo não sabia bem o que esperar. Somente continuou a olhar, ainda sem ideia alguma do que dizer. Entretanto, Filadélfia pôs as mãos detrás do pescoço e começou a arranhá-lo, como que se coçando. Jerônimo, que já não estava a par da situação, parecia cada vez mais confuso.

Foi quando a face de Filadélfia começou a tremer, a parecer perturbada como a superfície d'água em que se lança uma pedra. E então, aquela bela compleição começou a sair, soltar-se.

Jerônimo recuou, atemorizado.

Quando a máscara caiu, lá estava um senhor dalguma idade que o olhava com um misto de placidez e ira contida.

"Quem é você?" perguntou Jerônimo.

"Eu sou o seu pai", respondeu o estranho.

Dominado pelo pânico, Jerônimo expeliu o maior grito da sua vida, tão alto e penetrante que poderia ecoar no próprio espaço.


(primeira parte do texto)

2 comentários:

Claire disse...

Gostei desse também!
No papel poderia estar escrito "A força está com vocês", só pra fechar toda a referência...rs

Vamos todos pro Minho? Lá é legal, e poderemos falar todas essas coisas sem ninguém olhar torto pra nós. Vamos?

mind disse...

hehe, coitadooo!!!!!
=)
*s