quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

FIM

neste infinito fim
que nos alcançou
guardo uma lágrima vinda do fundo
guardo um sorriso virado pro mundo
guardo um sonho que nunca chegou

na minha casa de paredes caídas
penduro espelhos cor de prata
guardo reflexos
do canto que mata
guardo uma arca de rimas perdidas

na praia deserta
dos dias que passam
falo ao mar de coisas que vi
falo ao mar do que conheci

num mundo onde tudo parece estar certo
guardo os defeitos que me atam ao chão
guardo muralhas feitas de cartão
guardo um olhar que parecia tão perto
pro país do esquecer o nunca nascido
levo a espada e a armadura de ferro
levo o escudo e o cavalo negro
levo-te a ti
levo-te a ti
levo-te a ti
pra sempre
comigo

na praia deserta
dos dias que passam
falo ao mar de coisas que vi
falo ao mar do que nunca perdi

Tiago Bettencourt escreveu

2 comentários:

mind disse...

gostei do post!
=)

as velas ardem ate ao fim disse...

E ainda bem que escreveu!

Bjinhos