quinta-feira, 11 de outubro de 2007

DA SUA CHEGADA AO VIGÉSIMO TERCEIRO ANO

Quão cedo pôde o tempo, esse sutil salteador de sazões, raptar nas suas asas o meu vigésimo terceiro ano! Como puderam os meus azos afanados se me vexarem da vista em velozes veredas, quando a minha primaveira me mentiu de qualquer broto? Quiçá o meu semblante disfarce a verdade, que eu à madureza tenha tão presto chegado, e que, dentro, à prudência não me haja tanto dado como mais ditosos espíritos induzem oportuno. Quiçá me tivessem advertido como a escalada corrói o espírito bem antes de a queda estilhaçar a carne, e que a vista do alto não compensa o empenho, eu nunca haveria morrido tantas vezes tentando subir.

1 comentário:

Eduardo Magalhães disse...

Obrigado pela visita!
Só não entendi uma parte...
Pois eu namoro e tenho e mantenho um blog!

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