quinta-feira, 31 de julho de 2008


mas não pensa em mim

nas teias, no pó

em que sabes que vou ficar só

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(eu nunca quis solidão)

segunda-feira, 21 de julho de 2008

NÃO FALEI CONTIGO POR MEDO QUE OS MONTES E VALES

Eu sei, eu sei bem; até bem demais. Só queria compreender exatamente o meu crime e pedir desculpas sem ter que o fazer por meio de letrinhas — quem sabe qualquer coisa possa ser perdoada ou esquecida — e poder contar como eu preferiria morrer do que causar dano (especialmente a ti). Mas eu estou convencido e condenado e curvo a cabeça à minha sentença oculta. Mesmo sabendo que fui eu que me escondi.
Verdade é que eu nunca te contei dos meus motivos. De fato, eu nunca te contei nada (e só te queria contar que era pro teu bem). O problema é que aí eu me escondia mais ainda, sem pensar direito no que tu achavas — e eu te deixava achar tão pouco..
Arrependimentos, sim. Principalmente de os ter um tanto tardiamente (se talvez me tivesses dado a chance de te dar o teu presente.. quiçá pudéssemos deixar o passado ou não nos preocupar tanto com o futuro.. mas já passa das sete e não é mais hora pra talvezes).
Deixo-te porém uma tua doce vingança que espero que degustes bem: serás pra mim tudo o que eu queria ser pra ti: uma linda lembrança (e espero que, de tudo o que se disse ou do que faltou dizer, te lembres disso mais).
Quero que vás em paz e, acima de tudo, quero que fiques bem.
Fica bem.