terça-feira, 19 de agosto de 2008

O TEMPO QUE SEMPRE FOI

Não inquiras, Puelino, não. Saber é sempre algo nefasto. Não ponderes nem indagues, nem a mim, nem a ti, nem a pítons, nem a oráculos, acerca de que fim será dado. Nem tentes adivinhar; é melhor apostar no que quer que quer que venha a ser. Se mais invernos haverá, se este é o último tributo dos céus, pouco importa. Sê sabio, Puelino: bebe o teu vinho nos teus melhores copos e espaça as tuas mais breves esperanças ao mais longo-prazo que puderes. Enquanto falamos, a idade invejosa foge-nos, mais célere do que jamais a poderemos empatar. Não esperes que seja o tempo, que o tempo sempre foi. Não sonhes pra amanhã: sê hoje. Agarra-te ao dia tão ao máximo, quanto ao mínimo creias no porvir.

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