terça-feira, 16 de setembro de 2008


« — Eu devia ter te matado. Eu devia ter te matado há anos. Mas sabes, afinal, tu morrerás como todos os outros, num dia vindouro. Basta só esperar tempo o suficiente e a morte virá buscar-te.
— Assim será.
— Mas por enquanto nós ainda vivemos; e se eu já aprendi algo, foi que a vida traz a esperança em si.
— Assim é.
— Não compreendo: estamos num buraco; tu logo irás de volta pra prisão; acabou-se tudo pra mim; nós perdemo-nos pra sempre um ao outro; e tu ainda conservas o teu sorriso.
— É o meu jeito de expressar o desespero.
— Crês mesmo que haja alguma possibilidade de que nós vivamos pra sempre?
— Disso eu nunca duvidei. »

Sem comentários: