quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

NOS MEUS BRAÇOS

Se tal pudesse, filho, não houvera força que dos meus braços te arrancasse.. E tu, dos deuses rei, havei piedade! Se o divino vosso poder, se os fados mo conservam são e salvo, se vivo para o ver e o ter comigo, que alongueis os meus dias vos suplico: ledo suportarei qualquer trabalho. Mas, se ameaças, fortuna, algum desastre, oh! neste instante, neste mesmo instante, esta vida cruel truncar vos praza, enquanto dúbios são os meus temores e as esperanças no futuro incertas; enquanto nos meus braços, caro jovem, apertando-te estou! Os meus ouvidos não fira ingrato anúncio!

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