segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

OITO ANOS

Eu pediria só por
Um momento de paz
Eu pediria tão somente de escutar agora
Um fio de sua voz
Dizendo
Hoje eu parto logo logo, logo, logo,
Abraça-me, eu rogo
Que hoje eu parto e não te levo
E agora dizer adeus eu devo

Eu pediria só pra
Perder um pouco o senso

E eu que ainda o ouço
E sempre nele penso
Ao caminhar tão mórbido e de afeto relegado
Ao vulto do silêncio
Risonho febril no candor tenro
Gelado até aos dedos
E oito anos vão no vento
Porque a vida é um momento

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