terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Pra mim ele é como um deus
chegando-te junto, sentando-te ao lado
e ouvindo sorri, tão doce de jeito
que meu pulso palpita, ecoa-me o peito,

respiro aflita um ar rarefeito.


Ao vê-lo, quer seja soslaio ou relance,
não sei falar, a língua quebrou-me;
a pele desbota, o fogo consome,
a audição silente, a visão escura,
eu suo de frio, meu corpo a tremer,
a pele de pálida verde se vê,
sinto tomar-me loucura,
embriaguez;
naufrago,
afundo,
afogo de vez.



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