sábado, 30 de maio de 2009

Eu considero esta grandiosa estrutura um monumento à insuficiência dos gozos humanos. Um rei cujo poder é ilimitado, e cujos tesouros ultrapassam todo desejo real e imaginário, é impelido ao consolo de erigir uma pirâmide, de saciar-se de domínio e insipidez de prazeres, e de entreter o tédio da vida em declive ao ver os milhares labutando infinitamente, e uma pedra, sem propósito nenhum, assentando-se sobre outra. Quem quer que sejas tu que, não contente com uma condição moderada, imaginas a felicidade em magnificência regalada, e sonhas que o mando ou as riquezas conseguem fartar o apetite de novidades com gratificações perpétuas, examina as Pirâmides, e confessa a tua tolice!

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