terça-feira, 30 de junho de 2009

RAZÃO PARA CRER

Ó Senhor, não tardes mais:
O medo persegue-me malsim.
Mói-me em cada passo meu;
Tento fugir, mas no encalço está de mim.

Falta-me sono pra dormir,
Sobra-me dor a consumir.
Meu peito é duro, mas te quer meu coração.
De espír'to escuro, necessito

de ti, tão longe daqui.
Eu sei que podes tudo tu do que eu possa pedir.
Aproximei-me ao fim e nada há em que espere
E de razão preciso para um passo a mais:
Já não posso mais voltar atrás.

Ó Senhor, não cales mais,
Porque dos olhos meu leito se regou,
Enchi-me de ar e ardor,
Sinto doer, como tudo ao meu redor.

Falta-me sono pra dormir,
Sobra-me dor a consumir.
E de inseguro, o meu corpo quer ser são.
Eu não sou puro, mas preciso

de ti, tão longe daqui.
Eu sei que podes tudo tu do que eu possa pedir.
Aproximei-me ao fim e nada há em que espere
E de razão preciso para um passo a mais;
Já não posso mais voltar atrás.

Eu penso ter razão pra crer que tenho guerras a vencer;
Posso com os dentes as morder, com os lábios as beijar,
Com minha língua as degustar, sinto-as no peito a pulsar,
E nos pulmões a inalar, mas cada poro meu exaure-me

de ti, tão longe daqui.
E tudo podes tu do tudo que eu possa pedir.
Aproximei-me ao fim e nada há em que espere
E de razão preciso para crer que há mais.
Já não posso mais voltar atrás.

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