segunda-feira, 9 de novembro de 2009

SEGUNDO CONSTA,

      Eram cerca de nove e meia e fazia um pouco de frio quando ele saiu, deixando a porta destrancada. Saiu um tanto apressado, ao que se conta, sem olhar pra trás. De ar um tanto alheio, não saudou ninguém no caminho, passou ligeiro, cruzou as ruas sem olhar à esquerda e à direita, como desde sempre lhe convenceram ser seguro. Conta-se que ele correu então até à estação mais próxima, que é mais ou menos a umas duas quadras de distância. Lá não esperou muito, apanhou o primeiro que passou, parece que nem olhou o destino. Dizem que ele entrou por uma das portas de trás e que não pagou o bilhete. Ele não foi visto no trabalho nesse dia, nem ninguém soube justificar a sua ausência quando perguntaram por ele. Escurecera sem que dele se tivesse notícia. Era já a hora do jantar, mais ou menos umas dez pras sete, quando ele inesperadamente chegou a casa, com um largo sorriso no rosto. E dizem que ele parecia nunca ter estado tão feliz..

Sem comentários: