terça-feira, 29 de novembro de 2011

CÉU DE SOL

Céu de sol,
que posto com a promessa de estar
logo após —
manhã de amanhã — a regressar,
tenha dó
da alma que no frio deixou pra trás.

Como se não houver
nem céu nem sol pra ver:
eterno escurecer
de estrelas sem luzir.

Duro olhar
dessa infindável lua que sai
pra acordar
todos os fantasmas que há.
Nenhum deles
vai trazer meu céu de sol pra mim.

Como se não houver
nem céu nem sol pra ver:
eterno escurecer
de estrelas sem luzir
aqui.

Um outro ano então,
uma outra estação,
talvez uma depois
melhor que a que foi.

1 comentário: