domingo, 22 de janeiro de 2012

COMO SE FAZ

E desde já somos postos à prova: comichão do sétimo ano que veio primeiro. Nada podia ter sido tão melhor, nada podia ser tão pior. Talvez seja para o bem de nós dois, dizem fazer bem à pele, dar-lhe um aspeto brilhoso. Mas será que vale a dor em que nos mete?
E agora, que diabos foi feito de nós? Às vezes não sei o que sei. Se eu me for, pra onde irei? E pra dizê-lo, quem tem a coragem?
Como se faz pra dizer adeus, se antes mesmo, amor meu, eis-me na tua cabeça, eis-te no meu coração? Que triste jeito de partirmos! Como se dá a tudo um fim, dessa suja rusga à qual tendemos?
Como é que eu odeio? Como é que tu machucas? Por que me calcas sob os pés? Como é que agrides, como é que desdenho? Como pudeste pra mim fechar os punhos? Como seguiremos caminhos diferentes? A quanto amor dissemos "não"?

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