quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Fitando estrelas que outrora me adormeceram, relembro dias há muito findos e reparo que ainda não escrevi uma canção pros meus quinze anos, de fogueiras acesas em noite quente, quando o mar lembrava o céu. Ou o que é pior: revisito todas as minhas palavras perdidas e frases não escritas, cada uma das rosas pelas quais suportei espinhos. E penso que os supostos encantos de liberdade são tudo o que eu nunca esqueci.

Uma vez eu velho, ninguém mais precisa me dar beijos nem adeuses. Eu saberei que ainda me restam vontades, mas vai me faltar alguém que as entenda.



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