segunda-feira, 30 de abril de 2012

Esperei que, se tivesse de ser, ao menos que valesse a pena.

domingo, 15 de abril de 2012

Na penumbra do corredor, entreouvi por uma fresta de porta a voz duma mulher que, de joelhos, sozinha, balbuciava com o rosto por detrás das mãos o pesar de um mundo inteiro. Cri sentir nessa melodia incompreensível o desespero de umas notas que só uma dor muito antiga faz ressoar. E pensei que talvez nem ela mais compreendesse o que chorava. No oco do que outrora quiçá tenha sido uma vida, essas lágrimas eram todo o seu quinhão, esse que já nem a confiança na proximidade do fim podia minguar. O que lhe restava era somente seguir o caminho. O mais estreito de todos.