domingo, 30 de setembro de 2012

DE ROSAS ANACRÔNICAS E PRÍNCIPES AMPUTADOS

Rosa, não sei se te lembras do jeito que me lembro, mas não sei se quero que sim. Não desejo ser uma lembrança de uma vida em rosa: não sou bom com o passado, mesmo que não creias, por eu nunca te ter oferecido um presente que gostasses. Mas fuck the logic. Tudo bem que a vida não é um Hollywood movie e os happy ends são bullshit.
Tudo bem que eu não consigo concatenar pensamentos ordenados, ou fazer citações que os outros entendam, ou falar uma só língua por vez, mas o que é que isso importa? Os finais felizes, se não os inventamos, ninguém os inventa por nós. E, de toda forma, como já disse quem eu não lembro, o final depende de quando a gente para o filme.
Pois bem, paremos o filme agora, Rosa. Congelemos a imagem neste instante eterno e vivamos felizes. Vivamos para sempre. J'aurai l'air d'être mort et ce ne sera pas vrai.
Não sei se onde quer que estejas será dia ou será noite, quando leres esta mensagem, mas sei que jamais hás de estar tão mal quanto eu sempre estive. Eu não sou um bom lugar, Rosa. Sempre te disse isso. Mas, quanto a mim, é aqui que sempre estarei. Vou te trazer para conhecer, verás, é um lugar que decerto te agradará. Mas não te prometo nada. Não posso. O futuro a Deus pertence. Mas o que é que estou dizendo? Eu prometo tudo.
Lembra de mim. Lembra como fosse ontem. Lembra como fosse sempre. Porque foi. És o mais próximo à eternidade que eu jamais chegarei, Rosa. Enquanto eu viver em ti, eu viverei. Sê as minhas pernas: caminha-me rumo ao porvir em devir. Será o tempo perdido que me fará importante também.
E esse será o único tempo que poderá ser nosso. Pra sempre.

1 comentário:

M.Tindo disse...

Ecce textus. Totus tuus.