terça-feira, 16 de abril de 2013

PASSADO

O que esperas, passado, das tuas escolhas? De mim?
O futuro, já o leras, mesmo aqui, mesmo assim.
Mas o ritmo soou-te uma complexa sinfonia,
E trocaste-o então outras melodias
Cujas poucas notas fáceis já bem sabias de cor.
Pra testá-lo ou provar-lhe? Que alvoroço mor!
Sabias que o tinhas, e o que ele queria de ti.
E, se o tivesses querido, não o terias deixado partir.
Espera, passado, também das tuas escolhas fruir.
Segue, pois, teu vazio de morte: é um amigo que não te vai trair.

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